21 de jul. de 2013

A tropa dos tolos.

O homem chega nos trinta e o tempo é outro. Trinta parece uma porcentagem confortável de ser. Mas pro homem que segue a linha do homem bom, é tarde. Ele, e eu, estamos cansados do mesmo sábado. Como é que suportamos afinal?

- O que esperamos do sábado, quando toda vez, esperamos igual?

Já pensou Guedes? Aquele tempo de tomar uma bala na cara que carregava o sábado inteiro por nós, já passou. Ainda estamos aqui no sábado. E há um divórcio e um casamento, porque hoje é sábado. E há mais de nove bilhões de pessoas (muito mais) que atravessaram o seu sábado como se este sabat de bruxas fizesse diferença pra qualquer alguém como nós (o todos qualquer).

Eu, e você, somos iguais(!) a qualquer destas tristes pessoas que na história não registraram o seu nome. E vou lhe dizer! Nem os que tiveram o seu nome lineados em bocas da história viveram melhor do que qualquer desvio! É só história pra contar! É só uma genitália para transar (Em um dia sabadal qualquer)! É só mais um dia para perder.

Mas viver mesmo é dentro de um verso tênue que quer mesmo se esquecer..

A viva delicadeza de uma mulher, em uma nupcia sem tempo com o íntegro desejo de manter do homem.. quem sabe casa uma paixão? Em pathos (patologia) a nos tirar os olhos de nossa neurótica compreensão do desejo brutal de "eu" e de "você".

Mesmo que seja tão tola como qualquer religião de amor. Nós esperamos mais homens que sirvam de ilusão, inconsequentes mas prestantes, a quem te queira, ser mulher.

28 de mai. de 2013

Quero que neste poema imagine você

Está em luto de um amor machucado, deixado na noite, quando aparece alguém. Inteligente que és o reconhece e sabes bem que é pessoa de bem. “Alguém!” - você diz; Que diz que vai ser singular no universo fechado dos “não são você”. Mas é má sorte de um prematuro parto.


Quem diabos iria querer nascer neste mundo de (a)deus; Apressado?!

9 de mai. de 2013

Uma história dobre minha vida de amor recente (A si Olvidar)

   Ou será que este sofrer de agora você pen(S)a. A paz aquieta o ânimo (nodicionário). E o ânimo é como faz falar a alma, o pulsar, a vida anímica, em suma: tua usina de força! E é assim velho. O que te faz pensar que era menos angustiado que os antigos? Nossa palavra nasceu bem antes, e caminhamos sempre tão distantes, daquele suspiro final. E é certo que ele será igual a qualquer outro que tiveres em vida.

   Trago sempre minha história e o convivio com meus amigos. Não sei se disse isto antes mas repito. Este cara comeu mulher demais. E eu lhe disse assim:

  • Amigo, acho que entre tantos homens que já vi, você foi o que de longe, mais comeu (defradou) as mulheres (silenciamente pensei: mastigou e cuspiu).
  • Pô G. Que isso.. você também é... (e aí tirei o ouvido pois não estabeleci ali um papo de vaidade)

   Quando o homem terminou o discurso lhe disse:
  • Não estava te elogiando amigo.
   Pois para mim este homem não vive. Segue o jogo posto de uma mensagem que circula e prende nossa já suficiente imbecil existência. Sei o que este homem quer, comer o suficiente hoje que se sente jovem, para quando viver o velho, dizer que existiu. Cruel que sou lhe disse assim:

  • Parece que hoje vive pelo amanhã, para amanhã viver pelo passado. Acho que assim, tu nunca existirá. (Mas em meu pensamento libertador disse-lhe assim:)

   Então já que lhe fiz faca a palavra, veja que há alma em teu corpo! Ou qualquer outro nome bagaceiro que lhe valha o ser. Sei que de vez em quando, esta força nos parece vir e que logo se perde. Mesmo que este fracasso se revele em dois ou dez anos você nunca perde o tempo..

Revele-se.

Esqueça-se.

Um tanto.

   Ou amanhã conta histórias de ontem, ou de hoje faz um ontem só para contar amanhã.

19 de jan. de 2013

Um texto para exaltar o sofrimento como milagre


Fomos nós mesmos que criamos tudo isto? Desde aquela primeira verdade, no ciúme da lança da serpente, que inventamos tanto? E neste tanto hoje não conseguimos fugir mais? Quem está comigo para ao menos balançar a linha? Mas é dificil..

Vejo pessoas de todos os tipos. E quase todos seguem uma linha. Falei para um grande irmão que eu sei que cresceu demais ao amar um homem. E aí viveu?! E se jogou como um tolo inseto que somos a correr o mais rápido em direção ao muro. E aí morreu?! Amigo lhe pergunto.. Só porque foi aí que tu morreu (o que de certo cria realidade à nossa tão dificil de apalpar sofrida-existência) tens que agora, como renascido, seguir esta linha? É o sofrimento de morte que nos faz vivos? (será?)

Sofrida! Sofrida! Que maldição carrega esta palavra. Que só quer nos dizer passagem. Só e Frida. O amor é sempre de quem consegue se sentir ato! Mas sempre procuramos ser coisa. Não vai dar certo para nós. Não haverá perdão para quem desperdiça o amanhecer em alguma feira da semana.

Penso naqueles que morreram. Como o Osho envenenado. Osho.. Uma pausa para falar sobre sua história. Um homem rico, santo, iluminado antes dos dezoito. Em sua vila andava de elefante e foi para os estados unidos da américa. Talvez este nome seja a única verdade deste povo. São estados tão diferentes, unidos em dividir toda a América roubada dos Apaches, Mexicanos.. Acirema! É nosso povo! Nós também somos os acirema, os americanos (ao contrário).

E este grande Osho-mensagem conseguiu viver em um terreno no estado unido do Oregon a união total com aqueles que são divididos. Desculpem-me, falarei com palavras de razão para criarmos fogo. Diz que o Osho tinha muitos seguidores (ricos-pobres) e que neste terreno, no centro do império, revolucionaram uma nova comunidade onde as pessoas não dividiam e sim compartilhavam seu solo e foi prestante.

Mas o sistema regente funciona pela divisão e eles disseram: - Como deixar no meio do império se criar o sonho de que podemos ser diferentes? (yes we can). E então o Osho foi preso. Acusado de ser um charlatão e um sonegador. Em seu nome estavam rolls royces e rolexs não regularizados..

Muito tempo atrás, Jesus Cristo em suas longas jornadas viu esgotar toda a provisão do grupo e, como liderava pobres e ricos, fez um poderoso discurso de compartilha a fazer os nobres doarem sua provisão particular. É o milagre dos pãos! Muito mais milagre do que creemos hoje, e também menos em se tratando de devoções exageradas. A vida é um milagre! Provavelmente ele deve ter dito.

E também o Osho tinha os ricos, que o seguiram e o apoiaram na construção de uma utopia. Mas o império o jogou para fora do seio-fetiche e o mesmo teve de sair. Tentou a vida em alguns países da europa mas a pressão internacional dos (des)unidos o fizeram não poder situar.. até morrer de intoxicação alimentar.

Quem acredita?

Mas eu sei que o Osho morreu no ato! E Jesus Cristo também. E que amar também é estar em paz com o vazio. Estar em paz com nossa pertencente solidão. Sobrevivente que sou, ainda perco meu sono em comoção afetiva. Mas deixo estas perguntas do ato para nós:

  1. Pelo que vale a pena viver?
  2. Pelo que vale a pena morrer?

Um abraço.

7 de out. de 2012

Nostalgia

Se eu sonho o ontem, ou o amanhã, este se torna hoje? É uma pergunta que me intriga. As coisas boas duram para sempre, disse o meu pai. E eu sei que é assim. Mas eu não consigo surpreender o sol antes dele raiar. Como o tatu em um dia de alegria, não aguentamos mais as maldições sobre nossa vontade.

Eu sei que sofri de amor, e amei demais a passagem. E quando amei aquela única mulher foi para sempre. E acabou. E ainda que meu pai não aprove as minhas atitudes diante destas mulheres (pois de algum jeito as deixei escapar), Eu não sei fazer de outra forma. Já disse que aqui estou eu, não sei agir de outra forma! Ah se eu pudesse surpreender o sol..

E haja hoje para tanto ontem, disse o Leminski. Sei que daqui a pouco eu morrerei.. e demorei em perceber que não estou mais velho com o tempo. Que de verdade hoje o tempo não me passa, mas vive comigo. Desgraçado sofrimento, que nos torna sempre mais presente com o tempo. Eu descobri que sofrimento significa aquilo que passa por nós; E pode ser a alegria! Mas quando passa nos transtorna inteiro.

E aí que nosso sofrimento carrega tanta maldição... Como se fossemos mais do que passagem. Como se fosse preciso ser coisa. E precisamos de referências, mais do que precisamos de consciência. Mas não concordo com o ambulante nesta metamorfose. Escuta Júlia! Eu te juro que a raiz da árvore se move bem mais do que nossos pequenos passos apressados. Que correm mesmo é em direção à raiz..

Eu descobri também nodicionário sobre o verso. É bonito quando cantamos o verso. E o per, nos mostra uma dobra. Uma dobra de diligência, porque não mais sabemos acessar aquilo que não têm nome.. isso.. ainda sim eu sei que o senti. É difícil saber sobre isso.. Um beijo leva as bocas ao encontro, mas nem todo beijo vai ao verso!

Assim como o violão. Quando o mesmo RÉ e DÓ, se torna tão diferente quando tocado pelo adolescente sozinho no seu quarto ao músico calejado de mil plateias. RÉ e DÓ. Coisas do humano. O Nietzche já disse que quando hesitamos, certamente não é pelo perigo. E sobre DÓ veja o testemunho. Acessem nodicionário, pois ele muda o sentido que impregnamos nos atos da palavra, ainda que impregne sentidos. Mas estamos cheios de impregnações sobre os atos da vida!

Os atos da vida estão por aí. Talvez seja eu ter recusado a ida com meus amigos para o ambiente de caça, talvez seja eu ter recusado o beijo no encontro da alegria. Vai saber... É bem difícil escutar. Mas eu sei que tenho todo o tempo do mundo para perdê-lo em nada. E para hesitar quando não for por amor.

Em diligência.. por favor.. não.

2 de out. de 2012

O Principe Negro. (Ressurgido)

Eu vivi a história do pequeno. Ser eternamente responsavel por quem cativa. Quero ver dizer que não. Se suportar a dor será.. será? E fiz sempre assim, sobre pedaços de depressão e de corpo misturado. Onde aquilo que é fé escapa o brio.

Gosto de escutar o tempo, esperá-lo e subir na mesa do bar enquanto cantarolo "new york, new york" e dois ou três bebados me erguem os copos. Eu sei que me responsabilizo pelo cativo. Mas eu não venho com proposta de escravidão. Ou será que venho? Quero a mulher só para mim. Mas isto é me tornar cativo também. E é aí que nos misturamos.

Mas eu sei bem, que amo. E isto vai por aí. É do encontro. Que nunca é tão amor, do que quando se perde. Fora isto sei bem, somos cativos. E por aí me responsabilizo. Vivo uma vida cheia de prisões, que as obedeço sem pestanejar. Trabalho, familia, residêcia. Mas quando chega a mulher me sinto sóbrio para escolher largar?

Não mesmo! Um sacrificio que valha a pena é, afinal, o que espero para enfim morrer. E morrer por amor, deve ser como morrer pelo nada cabal. Morrer por amor é desejar perdurar o tempo. Ainda que seja uma bela de uma bosta ilusão - não dá para viver verdades. O que dá é para vivermos as ilusões. Difícil é não se culpar por ter se iludido.

A grande potência de viver é se iludir com desejo!

24 de set. de 2012

Os imbecis

Os vermes de André:

Quem são aqueles que acreditam na felicidade e por meio dela constroem uma apologia à vida? Os imbecis! "Não há coisa mais importante do que a felicidade na vida", dizem eles. Essa irritante frase e sua lógica semântica, autoriza-me a fazer uma analogia: se para um animal comer carniça é a coisa mais importante, concluo que sua vida nada mais é do que uma busca constante por carniça. Então, ao tomar a frase dos imbecis como verdadeira, é verdade lógica que a vida nada mais seja do que uma incessante busca pela felicidade.

Contudo, parece-me estranho que, para alcançá-la, passemos a maior parte do tempo em sofrimento. Não vou citar exemplos que justifiquem essa afirmação, vou direto à frase dita pelos tolos que faz da minha afirmação uma verdade. Dizem os imbecis: “quanto mais difícil, melhor! Não haveria razão para eles dizerem essa frase se a minha afirmação não fosse verdade (se bem que estamos falando de imbecis). Não nos desviemos do assunto. Eu não estou, neste momento, querendo provar que estou certo, quero provar que a frase “quanto mais difícil, melhor!” é tão tola quanto quem a enunciou, pois nela há uma contradição que oculta a verdadeira proposição que é: ‘a proporção entre sofrimento e felicidade na vida é desigual, sendo que a parcela maior é a do sofrimento’.

Eu não acredito na felicidade. Eu acredito no efeito do dorflex e no gosto da coca-cola que não me tornam uma pessoa feliz, mas amenizam o meu sofrimento. O sofrimento muda a perspectiva das coisas, dessa forma, a vida passa a ser uma busca pelo não sofrimento uma vez que, ao observar as pessoas, temos a impressão de que elas passam a maior parte do tempo em sofrimento do que sendo felizes. A vida não é motivada pela felicidade, e sim pelo sofrimento, inclusive, os discursos a respeito dela, visto que as frases "não há coisa mais importante do que a felicidade na vida" e “quanto mais difícil, melhor”, são antes de tudo mobilizadas pelo sofrimento de quem enuncia, fazendo dele um imbecil (e a frase também), quando por ela se estabelece, como primeira, a associação entre a felicidade e a vida.

Sei que este é um espaço em que você pode manifestar sua opinião sobre o que foi escrito. Não o faça, não quero saber se você concorda com o que foi dito, ou se discorda (se discorda você provavelmente é o imbecil do qual estou falando). Vá opinar sobre os textos de quem usa a língua para criar discursos que cantam à vida. Este não é um texto de vida, é um texto de morte. Não crie um discurso sobre ele; ele deve morrer, assim como eu, assim como você.

18 de set. de 2012

Sobre quem me acompanha..

Acordei às três da manhã. Venci meu pesadelo.

Este tipo de sonho me aconteceu uma só vez. Me encontrava na casa entre amigos e o céu caiu. Fechou-se os tempos e o momento do juízo se abriu. Antes eu estava na rua e vi passar um enorme Dragão Vermelho sobre minha cabeça, em direção ao confronto a vir. Logo depois um Unicórnio, este, se mantinha parado a me avistar. Mas me impediu de seguir.

Estamos conversando sobre nossa postura de enfrentamento à guerra lá fora. Uma reunião considerada importante. E claro que alguém veio bater à porta. Tenho medo mas não há como impedir que a abra. Antes disto, a pessoa que mais confio no circulo, ou melhor, a pessoa que mais amei, me sobrepuja por trás. Eis meu inimigo!

E sei que aquele Dragão Vermelho sou eu renascido. Como devo estar quando o acontecimento chegar. Sei que nada fora a divindade é guardado no fim, e que nada será lembrado se não for como lembramos os sonhos.

E hoje eu fui para o sonho. Eu lembro que estamos em três. Um amigo e uma mulher. Paramos em uma casa e estou a procura de uma viagem. O amigo sei bem quem é, mas não lembro quem era esta mulher. Talvez o nome dela foste este para meu sonho: mulher.

Estamos entre o que se perde e o que se ganha. Mas tenho um contato para criar corda à aventura. Ou assim pensei, a ligação exige grande dispêndio. As pessoas do lado de lá (um grupo, mas quem me fala é outra mulher) parecem não definir bem seu destino. Em tempo, ou no fim do tempo (assim desconfio) nos aparece o estranho. Ele conhece a mulher e sua proposta é boa. Agora todos querem aproveitar A viagem desde cedo. "Estamos aqui afinal" diz o homem estranho e sei bem que ele não está mentindo.

Prevendo o que viria a ser, tento contato com o grupo anterior - pois quando há caminho, não é que seja destino -. Talvez o desvio me salve do caminho. Mas quando volto à casa eles já estão na cama. Dormem e dizem para mim (mesmo dormindo) que ficarão e que ainda querem ver o que é de natureza adentrar a sala. Meu amigo lança de um suspiro quase que melancólico e abraça a mulher com ternura, sentindo-se perfeito. O estranho apenas dorme na cabeceira da cama.

A casa realmente está transformada, abrimos a casa para: plantas, gatos, insetos. Não estou confortável. Tento passar por estes gatos mas eles me atrapalham. Eles realmente me atrapalham! Isto não está certo... acerto um chute violento em um deles até tentar acessar minha cama - que se encontra à frente da imensa cama de casal onde dormem os outros.

Notando minha inquietude e resistência em relação ao entorno, a mulher me diz para que eu me resignasse às coisas que estão ali e dá a entender, que seriam naturais. Nisto aparece um ser desta natureza muito perto de mim. Este ser me é pesado, ele mesmo é de um vulto denso! Ela me diz que o acolha mas eu me afasto e ele me vem novamente. Eu o espero chegar, acredito na mulher por breve instante, mas não! Isto não é da selva! Isto não é do verso!

E penso que a vida é assim, que nos fazem aceitar monstros, e nos fazem creer que somos monstros na busca de uma aceitação desta entidade boa e bonita. Na capa da noite, eu fui avisado e auxiliado em força por entidades que nada representam esta natureza. E não vou deixar, que proposta de quem amamos venha para nos dizer que somos menos do que um verso. Estes encontros nos fazem perder poder e vida!

Grato aos que me acompanham, canto:

Me apodero em direção à vida
Afastando o vampiro
Venço meu pesadelo
Eis-me agora
O Dragão Vermelho
Em um dia negro
Venceremos!

24 de mar. de 2012

A ruína


Suele tener
Me suelto
Me suelto en el deshacer
Al puro perder el ganar no compara