19 de jan de 2013

Um texto para exaltar o sofrimento como milagre


Fomos nós mesmos que criamos tudo isto? Desde aquela primeira verdade, no ciúme da lança da serpente, que inventamos tanto? E neste tanto hoje não conseguimos fugirmos mais? Quem está comigo para ao menos balançar a linha? Mas é dificil..

Vejo pessoas de todos os tipos. E quase todos seguem uma linha. Falei para um grande irmão que eu sei que cresceu demais ao amar um homem. E aí viveu?! E se jogou como um tolo inseto que somos a correr o mais rápido em direção ao muro. E aí morreu?! Amigo lhe pergunto.. Só porque foi aí que tu morreu (o que de certo cria realidade à nossa tão dificil de apalpar sofrida-existência) tens que agora, como renascido, seguir esta linha? É o sofrimento de morte que nos faz vivos? (será?)

Sofrida! Sofrida! Que maldição carrega esta palavra. Que só quer nos dizer passagem. Só e Frida. O amor é sempre de quem consegue se sentir ato! Mas sempre procuramos ser coisa. Não vai dar certo para nós. Não haverá perdão para quem desperdiça o amanhecer em alguma feira da semana.

Penso naqueles que morreram. Como o Osho envenenado. Osho.. Uma pausa para falar sobre sua história. Um homem rico, santo, iluminado antes dos dezoito. Em sua vila andava de elefante e foi para os estados unidos da américa. Talvez este nome seja a única verdade deste povo. São estados tão diferentes, unidos em dividir toda a América roubada dos Apaches, Mexicanos.. Acirema! É nosso povo! Nós também somos os acirema, os americanos (ao contrário).

E este grande Osho-mensagem conseguiu viver em um terreno no estado unido do Oregon a união total com aqueles que são divididos. Desculpem-me, falarei com palavras de razão para criarmos fogo. Diz que o Osho tinha muitos seguidores (ricos-pobres) e que neste terreno, no centro do império, revolucionaram uma nova comunidade onde as pessoas não dividiam e sim compartilhavam seu solo e foi prestante.

Mas o sistema regente funciona pela divisão e eles disseram: - Como deixar no meio do império se criar o sonho de que podemos ser diferentes? (yes we can). E então o Osho foi preso. Acusado de ser um charlatão e um sonegador. Em seu nome estavam rolls royces e rolexs não regularizados..

Muito tempo atrás, Jesus Cristo em suas longas jornadas viu esgotar toda a provisão do grupo e, como liderava pobres e ricos, fez um poderoso discurso de compartilha a fazer os nobres doarem sua provisão particular. É o milagre dos pãos! Muito mais milagre do que creemos hoje, e também menos em se tratando de devoções exageradas. A vida é um milagre! Provavelmente ele deve ter dito.

E também o Osho tinha os ricos, que o seguiram e o apoiaram na construção de uma utopia. Mas o império o jogou para fora do seio-fetiche e o mesmo teve de sair. Tentou a vida em alguns países da europa mas a pressão internacional dos (des)unidos o fizeram não poder situar.. até morrer de intoxicação alimentar.

Quem acredita?

Mas eu sei que o Osho morreu no ato! E Jesus Cristo também. E que amar também é estar em paz com o vazio. Estar em paz com nossa pertencente solidão. Sobrevivente que sou, ainda perco meu sono em comoção afetiva. Mas deixo estas perguntas do ato para nós:

  1. Pelo que vale a pena viver?
  2. Pelo que vale a pena morrer?

Um abraço.